Toré

  

Estudo de uma teatralidade tradicional

a- Fontes. 

Videográficas

Bibliográficas

Entrevistas




1- Vídeos

https://mirim.org/pt-br/node/17217 (2012)

https://www.youtube.com/watch?v=kzZIbbgBi64 (1938)


Toré Índios Pankararu. FEsta do Umbu, em  Brejo dos Padres, Pernambuco





"O Toré constitui-se em uma dança coletiva aberta a participação do público, com pausas apenas para o consumo da Jurema; podendo durar até o amanhecer.
 A disposição dos participantes nesta dança obedece a seguinte forma: “No centro ficam aqueles que ‘puxam’ as canções – o pajé, que dirige o ritual, além de homens e mulheres em que se manifestam os Encantados. Em torno dos ‘cantadores’ dançam, aos pares, os demais participantes.” (Ibidem: 74) 
 Após o início dos cantos, denominados de “toantes”, cuja criação em português e numa língua mítica Pankararé é obra dos Encantados, estes últimos assumem o ritual. Os Praiá, que representam uma categoria especial de Encantados, assim como estes próprios, têm por função unir o universo mítico e o mundo dos homens, através de um momento lúdico de afirmação étnica. Cabe-lhes o diagnóstico de diversas doenças, assim como o aconselhamento e proteção dos indígenas. Apenas os Praiás, no entanto, podem dançar com folguedos, ou seja, vestimentas rituais feitas de croá.

Para tanto, esses homens devem observar uma serie de prescrições – alimentares e sexuais, dentre outras – e obrigações, até serem considerados aptos a assumirem tais posições. As cerimônias iniciam-se dentro do Poró, reservado, num primeiro momento, apenas aos Praiá e ao pajé. Neste local, guardam-se as vestimentas rituais, assim como os maracás e outros instrumentos mágicos, que devem ser defumados e encantados com o campriô – cachimbo de madeira com tabaco ou alecrim -, antes do início do ritual (Ibidem: 77). São abençoadas, então, as oferendas e a Jurema que deverão, em seguida, ser distribuídas entre os demais participantes.
Após terem bebido e se alimentado, são reiniciados os cantos e as danças, com suas diversas evoluções. Ao final, os Praiá retornam ao Poró, onde continuam a dançar, cantar e a beber a Jurema



2- Bibliografia

LUZ, L. I. Dossiê do Comitê Pró-Índio ao Grupo de Trabalho Interministerial para Regulamentação Fundiária da Área Indígena Pankararé. São Paulo, 1987.
 
PEREIRA, Edmundo. Benditos, toantes e sambas de coco. In: GRÜNEWALD, Rodrigo de Azeredo (Org.). Toré: regime encantado do índio do Nordeste. Recife: Fundaj, Ed. Massangana, p. 299-328, 2005.
REESINK, Edwin. O segredo do sagrado: o toré entre os índios do Nordeste. In: lmeida, Luiz Sávio de; Galindo, Marcos; Elias, Juliana Lopes (orgs.) Índios do Nordeste: temas e problemas 2. Maceió: EDUFAL, p. 359-406, 2000. 
Link: http://etnolinguistica.wdfiles.com/local--files/biblio%3Areesink-2000-segredo/Reesink_2000_OSegredoDoSagrado_Tore.pdf 


Fonte para pesquisas de materiais bibliográficos sobre cultura indígena brasileira:
Biblioteca Digital Curt Nimuendajú
Link: http://www.etnolinguistica.org/

Danças brasileiras
1- Associação Nacional de Pesquisadores em Dança (ANDA) Link: https://portalanda.org.br/
2- Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas(Abrace). LInk: http://portalabrace.org/novo2022/
3- http://www.digitalmundomiraira.com.br/patrimonio/dancas-dramaticas/
4- ANDRADE, Mário. Danças dramáticas do Brasil. 2. ed. Organização Oneyda Alvarenga. Belo Horizonte, Brasília: Itatiaia/Instituto Nacional do Livro/Fundação Nacional Pró-Memória, 1982
5- MONTEIRO, Mariana. Dança popular: espetáculo e devoção. São Paulo. Editora Terceiro Nome, 2011.

Análises
1- Sincrônica. Descrição do evento tal como ele se encontra registrado.

1.1 Onde e quando aconteceu (cidade, espaço público, datas, duração, ocasião, contexto da performance)
1. 2. Quem participou( tipificação de agentes, grupos)
1.2 Instrumentação ( quais fontes sonoras utilizadas)
1.3 Divisão em partes ( sequências, loopings,)
1.4 Linhas melódicas(transcrição e formas de interação entre os cantores)
1.5 Conteúdo dos cantos (transcrição e tradução)
1.6. Ritmos (transcrições)
1.7. Caracterização (indumentária e adereços)






Outras Referências
Allan Lomax(1915-2022)
Obras de Allan Lomax: https://www.culturalequity.org/alan-lomax/works

Projeto Chorometrics

"Em 1965, o folclorista americano Alan Lomax iniciou uma missão: visualizar, codificar, catalogar e preservar a totalidade das tradições de dança do mundo. Acreditando que a dança carregava informações inacessíveis sobre estruturas sociais, práticas de trabalho e a história da migração humana, Lomax e seus colaboradores reuniram mais de 250.000 pés [76 mil e 200 metros] de filmagens brutas e as analisaram usando um novo sistema de análise de movimento. Os objetivos de Lomax, no entanto, iam além do meramente científico. Ele esperava usar seu projeto 'Choreometrics' como base para um atlas visual e textual universalmente disponível do movimento humano. " 

1- Cantometrics (Canções. Padrões, estilos, comparativismo) 
"Seguindo 37 critérios de observação, a equipe da Cantometrics analisou mais de 4.000 canções – cerca de 10 canções representativas de mais de 400 culturas. Cada perfil de música que eles fizeram foi gravado em um cartão perfurado de computador e carregado no mainframe do Columbia. Um estudo complementar de dança, Choreometrics, produziu análises de mais de 1.500 apresentações de dança. Apenas um computador era capaz de lidar com esse enorme conjunto de dados e procurar os padrões ocultos nele. A equipe, liderada pelo programador Norman Berkowitz, desenvolveu um poderoso conjunto de ferramentas de software baseadas em estatísticas para classificar, separar e agrupar os dados de desempenho. Suas análises resultaram na primeira taxonomia do estilo de performance humana e em uma série de mapas que mostram a disseminação da cultura em todo o planeta. Estes foram apresentados à Associação Americana de Ciência (1966) e posteriormente publicados no volume colaborativo Folk Song Style and Culture (1968)"

"Choreometrics : a method for the study of a cross-cultural pattern in film. By A. Lomax, Irmgard Bartenieff, Forrestine Paulay. 1 volume (pages [505]-517). Offprint of: Sonderdruck aus Research Film, vol. 6, no. 6 (1969)"
link: https://monoskop.org/images/5/56/Lomax_Alan_Selected_Writings_1934-1997.pdf
Monoskop


2-  Registros. Choreometric Coding Book



https://limn.it/articles/alan-lomax-and-the-temple-of-movement/




3- Textos 
"Dancing: A World Ethnography of Dance and Movement Styles, 1981"
https://www.loc.gov/resource/afc2004004.ms390409/?sp=1

Vídeos
1- Movement style and culture dance and human history (1974). Link: https://youtu.be/dMPOaqtPXKI. https://www.youtube.com/watch?v=BUOQ0lTbOic (legendado)
2- Reavaliação do projeto de Allan Lomax.






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