Árvore Genealógica comentada-Luca Lima

 Nível 1- Eu, Luca Lima, ator, escritor, estudante de artes cênicas. 


Nível 2- Minha mãe: advogada, terapeuta, fez Ballet quando criança e voltou a dançar aos seus 48 anos. Mulher de absoluto protagonismo. Gosta de liderar equipes e de ser prática.

Meu pai: professor de educação física, trabalha com o corpo e pensa o corpo em exercício. Adora contar uma piada. Desde cedo me incentivou profundamente a seguir pelo teatro e virou meu companheiro de peças. 


Nível 3- meus avós maternos: ouvia com eles desde muito cedo Lenine, Arnaldo Antunes e Cássia Eller. minha avó: cheia de tatuagens, não gosta de cozinhar, é militante ferrenha nas redes sociais.

avô: contador de causos, minha primeira referência de performer, digamos. Arquiteto, advogado e multiartista. Foi aluno de arquitetura na UnB na época da decretação do AI-5. Escreve diariamente em pequenos cadernos. Está fazendo uma espécie de relicário de memórias (algumas inventadas), mas não quer publica-las. Pedala Brasília afora e acha que vai morrer desde os 20 anos. 


meus avós paternos. avó- socióloga, mineira de Itabirito, é descendente de pai alemão. Apaixonada por café e por um bom pão de queijo. Tinha inúmeros vinis em casa, mas nunca pude vê-los funcionando. Teve um AVC aos 30 e poucos anos de idade e tem o lado direito do corpo paralisado e sem sensibilidade nenhuma. Aprendeu sozinha a escrever com a mão esquerda e a amarrar o cadarço do tênis com uma mão só. 

avô- mineiro de Sabará, professor emérito da UnB, professor de Ciência política e comunicação, escritor de vários livros e um defensor da liberdade de expressão. Foi ghost-writer de Lula em alguns de seus discursos no seu primeiro mandato, mas teve com ele pessoalmente uma vez só. Como bom taurino, adora uma mesa cheia da boa comida e adora degustar um bom vinho. Um de seus irmãos é lutier em Sabará. 


Nível 4- bisavó paterna (mãe do meu avô paterno). Dona de casa, morou em Sabará a vida inteira até seus 98 anos, quando faleceu. Adorava cozinhar e preparar lanches. Lia todas as biografias das grandes figuras da história. Tocava piano e bordava. Uma vez disse que o cachecol que eu usava era feio e me deu um feito por ela. Escreveu durante quase toda vida um diário onde ela relatava o que tinha acontecido naquele dia.


Temas possíveis:


Contação histórias e o ambiente familiar 

Autoficção na escrita dramatúrgica

O olfato e a memória

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