árvore genealógica - Briza
Nível 1: Eu, Briza Mantzos, diretora, preparadora de elenco, cinéfila, faz colagem, gosta muito de ficar em silêncio, inventa desculpas para não sair de casa, tem muito medo de Deus.
Nível 2: Minha Mãe: Dona de casa, religiosa, mulher de respiração pesada, unhas roídas, passa o dia conversando sozinha em voz alta. Meu Pai: Homem muito sério, depressão velada, lutos não vividos, cresceu arrumando geladeira, está sempre com o uniforme da empresa, assiste vídeos de teorias da conspiração na internet, sente saudade do pai e da mãe que já morreram, sente culpa por não ter aproveitado mais seu irmão.
Nível 3: Meus avós paternos: A casa deles era sempre muito suja e cheia de motores de geladeira. Imagens de santo pelas paredes. Avó: Uma mulher emocionalmente medrosa, doente, tinha um cheiro forte, muito gentil, parecia ter um grito na garganta, guardava os segredos de todo mundo, penteava meu cabelo com um pente marrom, amava as novelas da globo, rezava em um copo d’agua antes de dormir e bebia a agua assim que acordava, religiosa, dizia que a gente escolhia a nossa vida antes de vir para a terra, sofria muito nas mãos do marido, era super econômica, nunca viajou, morreu sem gastar o dinheiro que guardava, faleceu na sua primeira viajem. Avô: Grego, jogava na loteria, comunicativo, exigente com a culinária, vivia deitado no sofá, andava sujo, falava com todo mundo, ensinou os netos a chamarem ele de “Papu”, já bateu na minha avó, no velório de seu filho e de sua esposa ele ficou segurando os caixões em completo silêncio, acariciava os gatos enquanto pronunciava apelidos gregos, comia cebolas inteiras, bebia muita água, fazia comidas que tinham uma aparência péssima, sempre tentava vender uma máquina de fazer sorvete. Avós maternos: Não cheguei a conhecer ou ter contato.
Nível 4: Não tive contato.
Temas possíveis: A – Teatralidade no processo do luto. B – Ambiente religioso C – Ambiente escolar D – A Teatralidade no cinema
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